quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Museu da Casa Brasileira: o acervo

E a nossa visita ao Museu da Casa Brasileira continua....

Além das exposições temporárias, o Museu da Casa Brasileira tem um acervo de móveis e utensílios que contam a história do jeito de morar brasileiro.

Prontos! Primeiro uma pose para foto! Todo fotógrafo tem seu dia de fotografado...


Busto de Renata Crespi Prado, a anfitriã que deixou esse legado cultural para todos nós ao doar a mansão Crespi Prado à Fundação Padre Anchieta. Essa é uma escultura de Victor Brecheret, do Movimento Modernista brasileiro.



Uma espiadinha através da história: um banheiro foi mantido como era originalmente na casa. Esse era utilizado pela dona da casa, amplo e luxuoso. Que tal essa parede de espelhos para compor o look?


O acervo apresenta móveis e utensílios de vários períodos históricos e também dos vários grupos sociais e étnicos que representam o povo brasileiro em suas formas de morar.

Esse é um banco indígena, em formato de anta. O Banco Trumai foi feito em 2007, o que nos leva a acreditar que em alguns lugares a cultura indígena, na forma de seus saberes e técnicas, vem sendo preservada.



Coleção de utensílios.


Uma vista geral. Lembrando que as fotos são permitidas desde que não seja utilizado flash.


Percebam que interessante essa escrivaninha, de 1917... Bem, na verdade é um móvel de múltiplas utilidades: é cama, cômoda, penteadeira, escrivaninha, banquinho e tem nichos para guardar objetos. Dizem que foi feito por trabalhadores de circo.


Algumas possibilidades do móvel transformer...


Os detalhes são primorosos: encaixes de madeira....


E, nessa casinha esculpida


A portinha camufla o buraco da fechadura!


Logo nos lembramos de um dos móveis finalistas do 25° Prêmio Design da Casa Brasileira, do qual contamos em um post anterior, o Pequeno Escritório. O mesmo conceito para situações e épocas diferentes, com propostas diferenciadas e estética apropriada a cada contexto.


A espineta inglesa, do século XIX com seus muito detalhes esmerados...





Com os móveis de várias épocas assim reunidos é possível observar as diferenças entre estilos, como no caso de três canapés.

Observe o Canapé Sheraton, do século XIX, derivado do estilo Neoclássico, com estrutura leve e comedido em termos de ornamentos..


Detalhe da palhinha, tão presente, reeditada, nos últimos tempos nas revistas de decoração.


Compare com o Canapé Império, de 1820-1850, também século XIX, porém com formas mais arredondadas


com arabescos,


e entalhe vazado no espaldar.


Também do século XIX, o Canapé Berenger feito pelo marceneiro francês Julien Berenger, radicado em Recife, apresenta um estilo próprio, regional com elementos Neo-Rococó, observado principalmente no medalhão central.


E nos braços...


Caminhando pelos tempos, nos deparamos com a elegante Meia-Cômoda com Pernas de Valete, do século XVIII.


Um detalhe inusitado é o formato dos pés e pernas!


As pernas de valete são "calçadas" com meias e sapatinhos.


E como não pensar no que tínhamos acabado de ver na Exposição do 25° Prêmio de Design? Percebemos que conceitos são retomados, repensados, reformulados. As novas tecnologias, materiais, condições de uso e produção propiciam diferentes abordagens e expressões, resultando em novas possibilidades estéticas!


Consideramos que visitar museus nos fornecem informações e subsídios para uma série de reflexões que nos darão embasamento para estudos, pesquisas e desenvolvimento de novas ideias. E isso nos deixa muito empolgados!

Continuando a visita, encontramos e nos dedicamos à olhar e apreciar os detalhes. Inúmeros detalhes! Como os de um armário mineiro do século XVIII.



E da Cômoda Papeleira, do século XVIII



A exposição apresenta peças mais atuais também, como exemplo a Poltrona Diz, já do século XXI, de Sérgio Rodrigues.


E peças de design espontâneo como o Banco dos Bandeirantes, que eram assentos dobráveis entalhados em uma única peça de madeira.



E de repente uma adorável cena, com ricos detalhes...


Minúsculos detalhes!  A Santa Ceia esculpida faz parte de um oratório do século XIX.


Já finalizando a visita, uma vista do assoalho de madeira original da casa...


com os pregos de madeira.


E uma pose na frente do Museu, para encerrar essa visita que foi muito proveitosa em termos de aprendizagem, observação, pesquisa, reflexões e sobretudo de apreciação e encantamento com a cultura, a criatividade e a engenhosidade de tantas pessoas!


 Foi muito legal! Nós recomendamos!
Até a próxima!



*As fotos são de autoria de Maurilio e Sandra Bugmann, exceto a última que foi gentilmente feita pela segurança do Museu.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Design escandinavo no Museu da Casa Brasileira

Em nossa visita ao Museu da Casa Brasileira, aproveitamos para visitar a exposição Prêmio do Desenho Nórdico na qual estavam alguns dos trabalhos premiados nos mais importantes concursos do design escandinavo recentemente.

Esse boneco, Neonatalie, da Laerdal Medical, simula um bebê recém nascido e foi desenvolvido para fazer treinamento de parteiras em países subdesenvolvidos, visando contribuir com a diminuição da mortalidade infantil nesses países.


Da designer Marja Suna, da Finlândia, os colares snowflowers e leaves...



A empresa Vík Prjónsdóttir, da Islândia apresentou produtos feitos a partir de lã, que além de se constituírem de uma composição de fibras especial, desenvolvidos pela marca, se mostram divertidos e inusitados.



Esse é um capacete/airbag para ciclistas, de Anna Haupt e Terese Alstin, da Suécia.  Na foto ele está aberto. Antes da queda, ele fica em uma capa  e a pessoa pode usar como uma espécie de cachecol. Inclusive a pessoa pode ter várias capas para combinar com a roupa que estiver usando. Quando os sensores detectam movimentos característicos de uma queda, a capa se abre e o airbag infla formando uma espécie de capacete.



Essa é uma proposta divertida para estimular os ciclistas a usarem alguma forma de proteção, sem perder o glamour!

Agora, nos conte...
Você usaria?

* Fotos de autoria de Maurilio Bugmann e Sandra Bugmann

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Exposição 25º Prêmio de Design: a visita continua

Vamos continuar nossa visita pela exposição do 25º Prêmio de Design do Museu da Casa Brasileira?

Uma visão geral dos selecionados na categoria Móveis:




Nosso preferido, o banco People, da Quadrante Design, do Maranhão, principalmente pela abordagem bem humorada da catacrese.


Esse banco já apareceu em muitas revistas de decoração e design no ano passado e foi premiado também no Idea Brasil.


Percebam que uma parte da solução técnica para o encaixe se tornou um atrativo estético. E ainda evidenciou a mistura de materiais com o uso das cores. Boa ideia, não?


Outra proposta que nos encantou pelo detalhe foi a mesa Trama, de Paulo Alves...


olhem como existe um corte chanfrado inusitado na perna da mesa.


Na mesa Mesa Clips Corda, de Ilse Lang, da Faro Design, de Porto Alegre, o uso de diferentes materiais chamou a atenção.



E que tal um balcão retrô-futurista? Projeto Murano, proposto pelo CinexLab, de Bento Gonçalves, RS.


Outra peça divertida, o banquinho Phillips, de Jader Almeida, de Chapecó, Santa Catarina, produzido pela SollosBrasil.


Um móvel multi uso, cheio de gavetas, o Pequeno Escritório, de Juliana Llussá, com lugar para tudo!



Uma espiada no setor da categoria Utensílios...


Essas hélices praticamente transparentes dão um efeito leveza com ventilação eficiente mas ao mesmo tempo delicada. Trata-se do Ventilador de Teto Latina Lumen Control, de Ronis Paixão, Carlos Aleixo Coli, Marcos Rocha e Peter Zweigbergk, produzido pela Latina Eletrodomésticos


Eis uma grande utilidade! Lupa Eletrônica com Zoom, da DI Design Industrial.


Também olhamos com atenção os trabalhos escritos. Consideramos de grande importância que o Prêmio de  Design Museu da Casa Brasileira tenha categorias para incentivar a pesquisa e a produção escrita. Para o desenvolvimento do Design, além da criação de peças, móveis, utensílios, é necessário também fazer reflexões a respeito dessa atividade e do impacto sobre o mundo e sobre a vida das pessoas, analisar os processos de produção e de criação, sistematizar e aprender com o que já foi feito e estudar a história do design em suas  manifestações reconhecidas e nas espontâneas e cotidianas.

Livro Desejos e Rupturas: referenciais do mobiliário, do Senai+Design


Um café por favor! Vou ficar por aqui lendo um pouquinho!



Nos chamou a atenção que muitos dos trabalhos escritos eram sobre moda. Como esse: A História da Moda no Brasil: das influências às autorreferências, de João Braga e Luís André do Prado.



Também trabalhos sobre a relação do artesanato com o design: Design e Artesanato:uma experiência de inserção da metodologia de projeto de produto, de Ana Lúcia Cerqueira Freitas.


E dos saberes e estética do cotidiano como o interessante e belo Interiores no Brasil: a influência portuguesa no espaço doméstico, de Maria Lúcia Machado.


É claro que aproveitamos para uma sessão leitura!




O difícil foi tirar o Maurilio do meio dos livros...

Mas nós conseguimos e nos próximos posts vamos mostrar as outras duas exposições que estavam acontecendo!

E no blog SandraBugs, as imagens da categoria Têxteis.

*todas as imagens desse post são fotos de autoria de Maurilio e Sandra Bugmann